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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

História da Farmácia e da manipulação de medicamentos no Brasil




A história da manipulação de medicamentos tem relação com a história da medicina. Na antiguidade o homem utilizava recursos naturais, minerais ou animais para se proteger e se curar das enfermidades, através da observação dos sintomas após a ingestão de determinada planta, ou aplicação na pele, ou mesmo através da observação da utilização destas plantas pelos animais. Assim, quando um animal apresenta certa enfermidade e ingere determinada planta observa-se melhora de seus aspectos sintomáticos, o homem ao observar isto, tende a imitar, fazendo também uso daquela planta para se curar. E foi assim, através da experiência, que o homem aprendeu que na natureza existem recursos que podem ajudar ou auxiliar na manutenção ou restabelecimento de sua saúde.

A medicina começou a ser praticada no Egito, por volta de 4600 A.C. Os primeiros relatos de enfermidades estão relacionados a problemas dentais e/ou bucais, como dor de dente e feridas gengivais.

No Brasil, os jesuítas construíram as primeiras enfermarias e boticas em seus colégios. Um jesuíta era responsável por cuidar dos doentes, enquanto outro era responsável por preparar os remédios. Nas boticas os jesuítas dispensavam medicamentos e drogas vindos do velho continente, posteriormente, devido à pirataria e as dificuldades de navegação, passaram a manipular remédios com plantas medicinais encontradas na região identificadas através do conhecimento dos Pajés, originando assim, os primeiros boticários do Brasil.

Uma importante botica do país na época se localizava na Bahia, era responsável pelo abastecimento de medicamentos para as outras boticas do país, sendo, por tanto, um centro distribuidor.

Os jesuítas possuíam um receituário próprio, em que continham métodos de preparação dos remédios bem como de obtenção de produtos químicos, como o nitrato de prata, denominado, na época de pedra infernal.

Somente em 1604 as boticas foram autorizadas como comércio, a partir daí as boticas se multiplicaram pelo país e eram dirigidas por boticários aprovados em Coimbra pelo físico-mor (médico), ou por seu delegado comissário no Brasil, em Salvador, capital na época. Porém, a facilidade de se obter esta aprovação, muitas vezes haviam boticários analfabetos, levou ao estabelecimento de boticas ilegais.

De acordo com as Ordenações (conjunto de leis portuguesas que regiam o Brasil colônia) o comercio de drogas e medicamentos era exclusivo dos boticários, com base nisto, no ano de 1744, o físico-mor do reino, através de seu comissário em São Paulo, ordenou o cumprimento do regimento. Intensificaram as fiscalizações do exercício da profissão de boticário, estabelecendo multas ou apreensão dos estoques. Crio-se, então um regimento em que instituía que os boticários só recebessem comissão se fosse formados em Coimbra, estabeleceu também o valor do salário, exigência de balanças pesos e medidas, conservação das drogas vegetais, medicamentos galênicos, produtos químicos, etc.

Em 7 de abril de 1794, foi adotada a farmacopéia Geral para o Reino de Portugal e Domínios, de autoria de Francisco Tavares, professor da Universidade de Coimbra. Antes disso, era utilizada a antiquada Farmacopéia Ulissiponense Galênica e Química de Joan Vigier, de 1716.

A primeira escola de medicina e farmácia foi fundada com a chegada da Família Real e a Corte Portuguesa, em 1808. Nesta escola, médicos e farmacêuticos aprendiam a manipulação e a terapêutica médica da mesma maneira.

Em 1832, as escolas médicas que existiam foram transformadas em Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia. Com isso regulou-se o ensino de farmácia. Porém, a concretização do ensino de Farmácia só aconteceu em 1925, com a criação da Faculdade de Farmácia, na Universidade do Rio de Janeiro.

As primeiras indústrias farmacêuticas no Brasil surgiram após a segunda guerra mundial, que teve fim em 1945. Devido a isto a manipulação de medicamentos foi perdendo seu espaço, ficando restrita a ambientes hospitalares e a poucas farmácias. O ressurgimento ocorre na década de 70, em especial no Rio Grande do Sul, desta vez as farmácias de manipulação voltam como atividade restrita do profissional farmacêutico. Até os dias atuais a manipulação de medicamentos se desenvolveu significativamente em todo o país, assim como o crescimento técnico-científico dos farmacêuticos.

Bibliografia:

http://www.crf-pi.org.br/secao.php?sec_id=65
http://www.portalfarmacia.com.br/farmacia/principal/conteudo.asp?id=6546

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